Antes de existir como marca, a Lenata existiu como sentimento.

A confeitaria sempre foi a minha profissão e, por consequência, uma grande parte da minha vida. O chocolate, em especial, sempre me encantou. Não apenas pelo sabor, mas pela técnica, pelas possibilidades e pela transformação que acontece quando se respeita o ingrediente.

Em 2016, tive a oportunidade de ir para o Japão. Estar em um país tão diferente, com uma cultura que valoriza profundamente o processo, o cuidado e o detalhe, despertou em mim um olhar ainda mais atento. Eu sabia que, quando retornasse ao Brasil, queria levar algo novo comigo. Algo que tivesse sentido.

Foi lá que descobri que era possível produzir chocolate em pequena escala, a partir do cacau. A ideia de criar o meu próprio chocolate mexeu comigo de forma imediata. Quanto mais eu pesquisava, mais claro ficava que aquele caminho reunia tudo o que eu acreditava.

Foi nesse processo que conheci o conceito Bean to Bar. E ali não houve dúvida: era isso que eu queria fazer.

Comecei a estudar ainda no Japão. Fiz um curso online pela École Chocolat, visitei lojas especializadas em chocolate Bean to Bar e participei de um workshop em Tóquio. Tudo isso enquanto conciliava uma rotina intensa de até doze horas diárias de trabalho em fábrica. Foram dias longos, cansativos, mas profundamente transformadores.

O Japão foi a porta de entrada para esse universo tão fascinante que é o chocolate Bean to Bar. Foi também o lugar onde uma ideia ganhou forma e direção. Por isso, o nome Lenata carrega esse significado tão pessoal: é a forma como o meu nome, Renata, é pronunciado em japonês. Um detalhe simples, mas cheio de memória, respeito e gratidão.

A Lenata nasce desse encontro entre paixão, técnica e propósito.
Do desejo sincero de fazer chocolate com verdade, cuidado e consciência, desde o grão até a barra.